Melanoma: o pior inimigo da pele

O melanoma é um tipo de câncer que tem origem nos melanócitos, células localizadas na epiderme (camada mais superficial da pele) e que produzem o pigmento que dá cor à pele. Ele é considerado um dos mais graves tumores, porque, muitas vezes, pode passar despercebido (ser confundido com uma pinta) e por sua capacidade de produzir metástase, ou seja, de espalhar células doentes para o organismo e acometer outros órgãos.

Apesar de ser o tipo de câncer mais freqüente em adultos jovens, de 20 a 30 anos, ele pode fazer vítimas de qualquer idade, inclusive crianças, e de diferentes tipos de pele, até mesmo morenos e negros.

Mas algumas pessoas têm, sim, maior risco de desenvolver a doença: indivíduos com pele clara que sofreram uma ou mais queimadura solar na infância, pessoas com nevos displásicos (lesões pigmentadas preexistentes na pele) e aqueles que apresentam mais de 50 pintas.

Se for diagnosticado no início, e o tumor estiver restrito à epiderme, a retirada cirúrgica completa de toda a lesão garante o controle da doença, e as chances de cura ficam em torno de 95%. Porém, já no melanoma avançado, que atinge camadas mais profundas da pele, o tratamento e a possibilidade de cura variam de acordo com o nível de invasão do tumor. Quando não é tratado em tempo, há risco de atingir outros órgãos e levar à morte.

É importante ter em mente que a cura do melanoma (e dos outros tipos de cânceres de pele) está diretamente relacionada com a prevenção. As pessoas também precisam se conscientizar quanto à importância real dos cuidados para evitar queimaduras solares na pele, o que já minimiza bastante os riscos. O acompanhamento dermatológico regular e, quando necessário, o mapeamento adequado das pintas podem salvar vidas. Ao se perceber uma lesão suspeita na pele, tais como manchas, feridas, verrugas ou mudanças na forma, na cor ou no tamanho de uma pinta antiga, procure imediatamente um dermatologista.

É fundamental usar sempre protetor solar, com fator de proteção (FPS) 15, no mínimo, e que seja reaplicado a cada duas horas. Também é fundamental que se evite a exposição ao sol nos horários de maior radiação (ou seja, entre às 10 horas e 16 horas). É importante, ainda, usar guarda-sol, óculos escuros e chapéus ao ar livre. Todos esses cuidados evitam queimaduras e são a maneira mais efetiva de prevenção.

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